Urologia e Andrologia

HPB (Hiperplasia Benigna da Próstata)

Tratamento da hiperplasia benigna da próstata (HPB) — da RTU bipolar às técnicas mais modernas, escolhendo a que melhor se encaixa no seu caso.

Dr. Guilherme Wood

Urologista e Andrologista · CRM 129.735 / RQE 55.654

Formado pela Universidade de São Paulo (USP), com fellowship no Massachusetts General Hospital (Harvard – Boston-EUA). Foco em microcirurgia, cirurgia robótica e endoscópica, e saúde reprodutiva masculina, com conduta baseada em evidência.

Não existe “uma cirurgia só” para a próstata: da RTU bipolar ao HoLEP, Rezūm e às técnicas robóticas, a escolha é feita pelo tamanho da próstata, pelos seus sintomas e pelo que é importante para você — inclusive preservar a ejaculação.

O que é

A hiperplasia benigna da próstata (HPB) é o crescimento não canceroso da próstata, muito comum a partir dos 50 anos. Ao aumentar, ela comprime o canal da urina (uretra) e causa sintomas como jato fraco, vontade frequente de urinar, levantar à noite, urgência e sensação de não esvaziar a bexiga. Tem tratamento eficaz — de medicações a procedimentos modernos — e a melhor escolha depende do seu caso.

Dr. Guilherme em cirurgia endoscópica

Quando é indicado

Procure avaliação quando os sintomas urinários incomodam ou pioram: jato fraco, esforço para urinar, idas frequentes ao banheiro (inclusive à noite), urgência ou sensação de esvaziamento incompleto. O tratamento cirúrgico entra quando as medicações não resolvem, quando causam efeitos colaterais, ou diante de complicações — retenção urinária, infecções de repetição, sangue na urina, cálculos na bexiga ou comprometimento dos rins.

Abordagem e tratamento

A avaliação inclui a história dos sintomas, exame, PSA, medida do jato urinário, resíduo pós-miccional e ultrassom (tamanho da próstata) — tudo para escolher o tratamento certo. Muitos casos começam com medicação; quando é hora de intervir, oferecemos um leque de técnicas:

RTU bipolar (ressecção transuretral): a técnica consagrada — remove por dentro o tecido que obstrui, sem cortes externos. Segura e eficaz, referência para próstatas de tamanho pequeno a médio.

HoLEP (enucleação a laser de hólmio): “descasca” todo o adenoma com laser, independentemente do tamanho da próstata — excelente para próstatas grandes, com baixo sangramento e resultado duradouro.

Rezūm (vapor de água): técnica minimamente invasiva que trata a próstata com vapor, com recuperação rápida e maior chance de preservar a ejaculação — para casos selecionados.

PTV robótica (prostatectomia transvesical robótica): para próstatas muito grandes, em que as técnicas endoscópicas são menos indicadas. Por via robótica, o adenoma é removido através da bexiga com precisão, menos sangramento e recuperação mais rápida do que a cirurgia aberta tradicional.

A escolha é individual: tamanho da próstata, intensidade dos sintomas, uso de anticoagulantes e o desejo de preservar a ejaculação entram na conta.

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Como é o procedimento

A maioria das técnicas para HPB é feita por via endoscópica, pela própria uretra — sem cortes na pele. Sob anestesia, o instrumento é introduzido pelo canal da urina e o tecido que obstrui é removido, enucleado ou vaporizado, conforme a técnica escolhida (RTU bipolar, HoLEP ou Rezūm).

Para as próstatas muito grandes, a melhor opção pode ser a prostatectomia transvesical robótica: em vez da cirurgia aberta tradicional, pequenas incisões e os braços robóticos permitem remover o adenoma através da bexiga com precisão, menos sangramento e recuperação mais rápida.

O tempo e os detalhes de cada procedimento variam de acordo com o método e o tamanho da próstata, definidos no planejamento junto com você.

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Recuperação e pós-operatório

Costuma ser necessária uma sonda vesical por um curto período, retirada em poucos dias. A recuperação é geralmente rápida, com retorno gradual às atividades e orientação para evitar esforço intenso nas primeiras semanas. A melhora do jato e dos sintomas costuma ser percebida logo após o procedimento, e o acompanhamento confirma o resultado.

Acompanhamento e cuidados

Acompanhamos a evolução dos sintomas e a função urinária após o procedimento, com orientação sobre o retorno às atividades. Também mantemos o cuidado com a saúde da próstata a longo prazo, incluindo o PSA quando indicado.

Mitos e verdades

“Aumento da próstata é câncer.” Mito. A HPB é benigna — o crescimento não canceroso da próstata. Ainda assim, sintomas urinários merecem avaliação, que também cuida do rastreamento do câncer.

“Toda próstata aumentada precisa operar.” Mito. Muitos casos são controlados com medicação; a cirurgia entra quando ela não basta ou há complicações.

“Cirurgia de próstata sempre deixa impotente ou incontinente.” Mito. As técnicas para HPB são diferentes da cirurgia de câncer; os riscos são baixos e há opções que preservam a ejaculação.

“Só existe uma cirurgia de próstata.” Mito. Existem várias técnicas, e a escolha muda conforme o caso.

Por que se tratar comigo

Na HPB, ter acesso a várias técnicas — e saber escolher — é o que garante o melhor resultado com menos efeitos colaterais. O Dr. Guilherme Wood é urologista com formação pela USP e fellowship no Massachusetts General Hospital (Harvard), com domínio de técnicas endoscópicas e robóticas. A conduta é individualizada e baseada em evidência, priorizando o que é importante para você.

Sobre o médico

Dr. Guilherme Wood

Formado pela Universidade de São Paulo (USP), com fellowship no Massachusetts General Hospital (Harvard – Boston-EUA). Foco em microcirurgia, cirurgia robótica e endoscópica, e saúde reprodutiva masculina, com conduta baseada em evidência. Atende no Jardins, em São Paulo, e recebe pacientes de todo o Brasil.

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Perguntas frequentes

As dúvidas que mais chegam

Próstata aumentada é câncer?

Não. A hiperplasia benigna da próstata (HPB) é um crescimento não canceroso. Mesmo assim, os sintomas urinários merecem avaliação, que também acompanha a saúde da próstata.

Quais são os sintomas da próstata aumentada?

Jato urinário fraco, esforço para começar, idas frequentes ao banheiro (inclusive à noite), urgência e sensação de não esvaziar a bexiga completamente.

Quando a HPB precisa de cirurgia?

Quando as medicações não controlam os sintomas, causam efeitos colaterais, ou surgem complicações como retenção urinária, infecções de repetição, sangramento, cálculos ou repercussão nos rins.

Qual é a melhor cirurgia para a próstata?

Não há uma única melhor: RTU bipolar, HoLEP, Rezūm e técnicas robóticas têm indicações diferentes. A escolha depende do tamanho da próstata, dos sintomas e das suas prioridades.

A cirurgia de HPB causa impotência ou incontinência?

As técnicas para HPB são diferentes da cirurgia de câncer de próstata e têm baixo risco desses efeitos. Cada técnica é escolhida também pensando em preservar a função.

A cirurgia de próstata afeta a ejaculação?

Algumas técnicas podem alterar a ejaculação (ejaculação retrógrada), mas existem opções, como o Rezūm, com maior chance de preservá-la. Isso é conversado antes de decidir.

Como é a recuperação da cirurgia de próstata?

Costuma ser rápida, com uma sonda por poucos dias e retorno gradual às atividades. A melhora do jato e dos sintomas costuma ser notada logo após o procedimento.

Minha próstata é muito grande. Ainda dá para operar sem cirurgia aberta?

Sim. Para próstatas grandes existem opções como o HoLEP (enucleação a laser) e a prostatectomia transvesical robótica, que evitam a cirurgia aberta tradicional e oferecem recuperação mais rápida.

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